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Alimentação saudável. Hoje esse conceito está na pauta das mentes inovadoras, e move empreendedores mundo afora a se aventurarem por caminhos muitas vezes não totalmente explorados. Foi nessa linha que dois colegas de trabalho resolveram se enveredar. Ambos trabalham na área de Engenharia de uma multinacional fabricante de medidores de energia, mas o chamado do empreendedorismo, quando surge, precisa ser atendido. Com um estilo de vida parecido e aquela vontade de empreender em algo novo surgiu a ideia imutável de conhecer mais sobre a nova fase da indústria alimentícia, que cada vez mais tenta ofertar alimentos mais saudáveis, porém prazerosos aos consumidores. Após várias ideias serem avaliadas e descartadas, houve a que se instalou no ímpeto e empenho dos dois: a fabricação da kombucha! Viraram sócios nessa ideia, mas muita coisa ainda precisava ser “arredondada”.

Um dos dois já havia trabalhado por anos em cervejaria, então o processo de obtenção da kombucha não parecia apresentar muitos desafios. Mas um dos parâmetros de controle começou a preocupar: a Concentração Alcoólica. O produto é obtido parcialmente por um processo de fermentação alcoólica, porém o álcool não pode exceder 0,5% (v/v). E para quem conhece um pouco sobre fermentação, sabe que esse valor é muito baixo, sendo facilmente ultrapassado até por frutas que estejam um pouco passadas ou por um suco que tenha sido deixado aberto na geladeira por alguns dias. Mas a lei é clara e impositiva, e os futuros “kombucheiros” resolveram aceitar o desafio.

Mas o primeiro passo de se vencer a guerra é conhecer o inimigo; ou, “quem não mede não controla”. Então primeiro passo é medir o álcool.

Densímetro não funciona para kombucha: ácidos orgânicos possuem massa específica similares a do etanol, fazendo com que as medições fiquem dúbias. Destilação é um método possível, mas é demorado, complicado e relativamente impreciso. Cromatografia gasosa seria a perfeição, se não custasse alguns milhares de dólares (ou algumas centenas para cada vez que se terceirize uma medição usando esse tipo de tecnologia), ou seja, como controlar se não posso medir?

Foi aí que trabalhar com eletrônica e mecânica e ter experiência em uma empresa fabricante de medidores veio a calhar: os “kombucheiros” viraram desenvolvedores de equipamento de medição de álcool. Inicialmente seria algo somente para uso próprio, mas o conceito ficou tão bem desenhado que a decisão foi entregar ao mundo... a partir de então, outros kombucheiros ou fabricantes de outros tipos de bebidas alcoólicas poderão ter seu próprio equipamento de medição de álcool por um valor equivalente ao que se pagaria em menos de uma dúzia de testes em laboratório (que precisariam ser lote a lote). Além disso podem fazer isso sem custo por medição, já que o único consumível é a própria amostra a ser medida. Tudo isso de uma forma portátil.

Então, de produtor para produtor, temos agora meios e condições não só de saber o que estamos vendendo, mas também de monitorar, controlar, melhorar, economizar, enfim, gerenciar nosso processo de produção, evitando incorrer em infrações sanitárias e, acima de tudo, garantindo a saúde dos consumidores, pois esse é o principal valor dos fabricantes de alimentos saudáveis.

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